ENTENDA COMO ECONOMIZAR COM O CONTROLE DO ATIVO IMOBILIZADO

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O controle do ativo imobilizado — conjunto de bens utilizados para a operação das atividades de uma organização, que devem ter vida útil de 5 anos e apresentados de forma tangível — é essencial, pois permite a correta análise dos recursos e o gerenciamento dos investimentos do negócio. Os custos de aquisição desses ativos e em benfeitorias também entram nesse conceito.

Para que sua empresa não corra o risco de apresentar prejuízos com fatores tão importantes, apresentaremos, em seguida, algumas ótimas dicas de como economizar com o controle do ativo imobilizado na companhia. Continue lendo e saiba mais!

Recuperação de impostos

Dependendo do objetivo de utilização dos ativos imobilizados, a companhia tem direito à recuperação de valores em alguns impostos. Para não perder dinheiro, é fundamental conhecer a legislação vigente. As oportunidades de reembolso de tributos de maior destaque estão no PIS (Programa de Integração Social), COFINS (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) e ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).

PIS e Confins

A legislação prevê que esse tipo de tributo não pode ser cumulativo ao longo de uma cadeia produtiva. No PIS e COFINS, você pode recuperar créditos tributários se os ativos imobilizados estiverem como parte do sistema de locação a terceiros ou se forem empregados no processo produtivo do negócio.

ICMS

Já com o ICMS, o processo é um pouco diferente: a empresa deve escriturar os ativos junto ao Controle de Crédito de ICMS de Ativo Imobilizado (CIAP), que é registrado no Bloco G. Essa apuração é feita mensalmente e o pagamento da restituição acontece em 48 parcelas.

Seguindo as orientações apresentadas pela Secretaria de Estado da Fazenda, que estão em conformidade com as boas práticas internacionais, adaptadas à legislação brasileira, é possível conquistar uma redução de custos e melhorar o desempenho do seu negócio.

Diminuição das perdas por extravio

Infelizmente, mesmo sendo de grande importância e, na maioria das vezes, de alto valor aquisitivo, os ativos imobilizados também são alvos de furtos e extravios. A cada situação negativa, o prejuízo para a empresa pode ser bastante significativo. Além do investimento do bem em si, tem-se o custo com fretes, por exemplo. Somados, tudo isso causa um amplo impacto nas contas.

Para evitar esse cenário, o gestor deve executar uma política de controle de bens — sendo essencial o envolvimento de todos os funcionários para o sucesso da estratégia, mas não deve se limitar a isso. Mecanismos de segurança também podem ser implementados para localização e rastreio dos objetos, como a tecnologia RFID ou etiquetas inteligentes. Assim, seu negócio diminui a taxa de extravios e, naturalmente, aumenta seus lucros.

Classificação correta dos bens no balanço patrimonial

Outro equívoco comum, e que acaba resultando em um prejuízo a longo prazo, é a classificação incorreta dos bens da empresa. É importante saber qual a conta contábil para alocação dos ativos, para garantir a correta taxa de depreciação. Os tipos mais comuns são:

  • máquinas e equipamentos;
  • móveis e utensílios;
  • equipamentos de informática;
  • edificações e benfeitorias;
  • veículos.

Esses itens são aqueles utilizados na geração das atividades do negócio. Todavia, caso algum deles seja direcionado para a venda, deverá ser reclassificado contabilmente para uma conta de ativos mantidos para venda, conforme o pronunciamento contábil CPC 31.

Exemplo: caso um escritório tenha oito computadores para a execução da rotina diária, tais objetos entram como ativos imobilizados. No entanto, depois de algum tempo, chega-se à conclusão de que é preciso renovar as ferramentas do local e os computadores são colocados à venda. Assim que houver um possível comprador, esse artigo deixará de ser um ativo imobilizado, pois sairá da sua operação.

Conhecimento da legislação pertinente

Como enfatizado anteriormente, a melhor maneira para não acumular prejuízos com o gerenciamento dos ativos imobilizados é conhecer previamente a legislação pertinente. O Comitê de Procedimentos Contábeis (CPC) divulga as diretrizes de boas práticas e é necessário acompanhá-las, pois sempre há atualizações.

No Brasil, o CPC 27 corresponde ao pronunciamento contábil do ativo imobilizado. Essa norma, por sua vez, é uma interpretação direta da IAS 16. O CFC também publicou a resolução NBC TG 27. É nessas normas que a sua empresa deve se basear para entender os procedimentos a serem aplicados na contabilidade desses bens.

Custos incorridos com manutenções

Você sabia que pode estar pagando impostos desnecessários relacionados ao seus ativos imobilizados? Quando não se tem um controle exato, que deveria ser feito por meio de um inventário mantido sempre atualizado, é comum não fazer a contabilização correta dos custos envolvidos em todas as manutenções.

Na prática, essas despesas que envolvem trocas de peças são reconhecidas no resultado do exercício, geralmente, como “reparo e manutenção”.

É preciso ficar atento para que tais custos sejam contabilizados. Com um controle dos seus ativos, você consegue monitorar as manutenções e garantir que elas estejam incluídas nas respectivas contas. Atestar o registro fiel de todas as entradas e saídas do seu negócio é uma boa prática para assegurar o desenvolvimento sustentável a longo prazo.

Redução ao valor recuperável do ativo

Os ativos do seu negócio sofrem depreciação anualmente, e é preciso registrá-la para fins contábeis, A redução ao valor recuperável do ativo é o reconhecimento pela perda de valor dos ativos por fatores internos ou externos.

Para verificar se seus ativos sofreram desvalorização deverão ser avaliados pelo seu valor justo e submetidos ao Teste de Impairment. A seguir, saiba mais sobre esse processo.

Teste de Impairment

O Teste de Impairment é uma ferramenta essencial para apresentar o retrato real de seu ativo. Dessa forma, os gestores têm informações factíveis para tomadas de decisões mais inteligentes. No Brasil, essa avaliação é obrigatória para todas as modalidades de negócio.

Se o valor do registro contábil for maior que o valor justo, essa diferença deve ser reconhecida como perda no seu balanço patrimonial.

No entanto, muitas empresas acabam negligenciando esse processo devido ao pouco conhecimento. Mesmo as grandes companhias podem não conseguir ter o mapeamento adequado por falta de controle dos ativos.

Implante o Controle Patrimonial em sua empresa

Por isso, implementar uma gestão dos seus bens é fundamental, principalmente do ativo imobilizado que está mais sujeito a ações de danos e a situações de furto ou roubo. Com um software ou até mesmo o outsourcing (terceirização) dessa atividade, é possível garantir maior qualidade na administração das informações.

Em um mercado no qual os investimentos para a melhoria dos serviços e do atendimento ao cliente são cada vez mais necessários, gerenciar os ativos imobilizados é uma ótima estratégia para assegurar recursos para sua empresa. Para melhorar os resultados, conte com uma consultoria patrimonial especializada e garanta um retorno satisfatório sobre os seus bens.

Com este artigo especial, esperamos que você tenha aprendido mais sobre os benefícios de um gerenciamento inteligente do ativo mobilizado e consiga implementar ações precisas de controle. Utilize este post como uma guia para que você comece a aprimorar os processos de controladoria e contabilidade do seu negócio.

Se você ficou interessado em saber mais como otimizar a qualidade da gestão de ativos, aproveite e confira o nosso post sobre como funciona uma consultoria patrimonial! Tenha uma boa leitura!

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