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RFID

Gestão de ativo imobilizado com RFID: vantagens reais para quem trabalha com patrimônio

Publicado por Fernando Mello · 08/05/2026 · 0 comentário(s)

Introdução 

Você já passou horas tentando localizar um ativo durante um inventário e simplesmente não o encontrou? 

Trabalho com gestão patrimonial há anos e posso afirmar: esse problema é mais comum do que parece. Planilhas desatualizadas, etiquetas danificadas, bens transferidos sem registro — a soma desses erros cria uma distorção entre o que está na base contábil e o que existe de fato no ambiente físico. 

A boa notícia é que a tecnologia RFID (Radio Frequency Identification) surgiu exatamente para resolver esse tipo de problema. E os resultados para quem a adota de forma estruturada são expressivos. 

De acordo com um estudo publicado pela GS1 Brasil, empresas que implementam RFID em processos de inventário reduzem em até 25 vezes o tempo necessário para o levantamento físico de ativos, com ganhos significativos em precisão das informações. (Fonte: GS1 Brasil, Relatório de Adoção de RFID, 2022) 

 

O que as empresas fazem de errado na gestão patrimonial — e por que isso importa 

A maioria das empresas ainda gerencia seu ativo imobilizado com ferramentas e processos que não foram desenhados para o volume e a dinâmica atual dos negócios. 

Os erros mais comuns que observamos na prática incluem: 

  • Inventários anuais realizados manualmente, com alto custo de tempo e mão de obra 
  • Identificação patrimonial por etiquetas de papel ou código de barras, que se deterioram com facilidade 
  • Ausência de rastreabilidade em tempo real dos bens 
  • Divergências entre base contábil e inventário físico que só aparecem na auditoria 
  • Dependência da memória operacional das equipes para localizar ativos 

 

Esses problemas geram um efeito em cadeia: informações patrimoniais imprecisas comprometem a depreciação contábil, dificultam operações societárias e aumentam o risco fiscal. 

A pergunta que vale fazer é: por quanto tempo ainda vale a pena operar dessa forma? 

 

O que você vai aprender neste artigo 

Ao longo dos próximos parágrafos vou apresentar as principais vantagens da tecnologia RFID aplicada à gestão do ativo imobilizado, como ela funciona na prática e quais benefícios reais ela traz para analistas contábeis, gestores de patrimônio e profissionais de ativo imobilizado. 

 

O que é a tecnologia RFID e como ela funciona 

RFID é a sigla para Radio Frequency Identification, ou Identificação por Radiofrequência. A tecnologia utiliza ondas de rádio para identificar e rastrear objetos por meio de etiquetas eletrônicas chamadas tags. 

O sistema é composto basicamente por três elementos: 

  • Tag RFID: etiqueta eletrônica fixada no ativo, que contém um chip e uma antena 
  • Leitor RFID: dispositivo que emite e recebe sinais de radiofrequência 
  • Software de gestão: plataforma que integra as leituras ao sistema patrimonial 

 

Diferente do código de barras, o RFID não exige leitura individual e com linha de visão direta. Um único leitor pode capturar dezenas ou centenas de tags simultaneamente, mesmo que os bens estejam em armários, prateleiras ou caixas. 

 

Redução drástica do tempo de inventário com RFID

O benefício mais imediato da tecnologia RFID é a aceleração do processo de inventário físico. 

Em um modelo tradicional com código de barras ou leitura manual, uma equipe leva dias — às vezes semanas — para levantar todos os ativos de uma instalação de médio porte. 

Com RFID, esse mesmo processo pode ser concluído em horas. Um operador com um leitor portátil percorre os ambientes e as tags respondem automaticamente, sem necessidade de contato visual com o bem. 

Segundo dados da Zebra Technologies, empresa referência em soluções de rastreamento, o uso de RFID em inventários pode reduzir o tempo de levantamento em até 80% em comparação com métodos manuais. (Fonte: Zebra Technologies, RFID Efficiency Report, 2023) 

 

Maior precisão nas informações patrimoniais 

A precisão das informações é um fator crítico para quem trabalha com gestão de ativos imobilizados. Qualquer divergência entre o cadastro e a realidade física pode gerar problemas em auditorias, no cálculo de depreciação e em operações de fusão ou aquisição. 

O RFID praticamente elimina o erro humano no processo de leitura. A coleta é automatizada, o que reduz interpretações incorretas, registros duplicados e omissões que acontecem inevitavelmente em processos manuais. 

Estudos do Aberdeen Group apontam que empresas que utilizam RFID no controle de ativos alcançam taxas de precisão de inventário superiores a 99%, contra 65% a 75% em operações sem automação. (Fonte: Aberdeen Group, Asset Tracking Best Practices, 2021) 

 

Rastreamento de ativos e localização em tempo real 

Um dos maiores desafios na gestão patrimonial é saber, em qualquer momento, onde está cada bem e quem é o responsável por ele. 

Com RFID integrado a um sistema de gestão patrimonial, é possível registrar automaticamente toda movimentação de ativos: transferências entre departamentos, entrada e saída de instalações, mudanças de localização. 

Essa rastreabilidade em tempo real elimina a dependência da memória das equipes e garante que a base de dados reflita a situação atual do patrimônio. 

Para empresas com múltiplas unidades ou que realizam auditorias frequentes, essa funcionalidade representa um salto qualitativo expressivo no controle patrimonial. 

 

Durabilidade e confiabilidade em ambientes corporativos 

As tags RFID entregam durabilidade e alta confiabilidade em ambientes corporativos: escritórios, faculdades, hospitais, clínicas e instalações não agressivas. Nesses contextos, a tecnologia performa com excelência e o ganho operacional é expressivo. 

Para ambientes industriais — onde há vibração intensa, variações de temperatura, umidade elevada ou contato com produtos químicos —, o recomendado é realizar um teste de validação antes da implantação definitiva. Esse processo, chamado de PoC (Proof of Concept), garante que o tipo de tag escolhido é compatível com as condições do local, evitando perdas e retrabalho. 

Com a validação adequada, a implementação do RFID acontece com segurança em qualquer cenário — e os benefícios de rastreabilidade, velocidade e precisão se mantêm integralmente. 

 

Integração com sistemas de gestão patrimonial e ERP 

A tecnologia RFID não funciona de forma isolada — ela se integra aos sistemas já utilizados pelas empresas, como ERPs, softwares de gestão patrimonial e plataformas de controle de ativos. 

Essa integração permite que as informações coletadas nas leituras sejam automaticamente atualizadas na base contábil, reduzindo o trabalho manual de conciliação e aumentando a velocidade de atualização dos registros. 

Para o analista contábil ou o gestor de patrimônio, isso significa menos tempo em tarefas operacionais e mais tempo disponível para análise e tomada de decisão. 

 

Comparativo: Método Tradicional vs RFID

 

Tempo de inventário

  • Método tradicional: dias ou semanas
  • Com RFID: horas

Precisão das leituras

  • Método tradicional: entre 65% e 75%
  • Com RFID: acima de 99%

Rastreabilidade

  • Método tradicional: manual e reativa
  • Com RFID: automatizada e em tempo real

Durabilidade das etiquetas

  • Método tradicional: depende de validação em ambientes agressivos
  • Com RFID: alta em ambientes corporativos; em ambientes industriais, recomenda-se prova de conceito (PoC)

Integração com sistemas

  • Método tradicional: manual ou limitada
  • Com RFID: automática via API ou middleware

Custo operacional de inventário

  • Método tradicional: alto (dependente de mão de obra)
  • Com RFID: reduzido após implantação

 

O que considerar antes de implementar RFID na gestão de ativos 

A adoção do RFID exige planejamento. Antes de iniciar a implementação, é recomendável avaliar: 

  • O volume e o tipo de ativos que serão identificados 
  • As condições dos ambientes onde os bens estão instalados 
  • A compatibilidade com os sistemas de gestão já utilizados 
  • A necessidade de treinamento da equipe 
  • O custo de implementação em relação ao benefício esperado 

 

Uma implementação bem planejada garante resultados consistentes e evita retrabalho na fase de operação. 

 

Conclusão 

A tecnologia RFID representa uma mudança real na forma como as empresas gerenciam seu ativo imobilizado. Velocidade, precisão, rastreabilidade e integração com sistemas são vantagens concretas que transformam o controle patrimonial de um processo reativo em uma gestão proativa e confiável. 

Se você é analista contábil, contador, gestor ou especialista em ativo imobilizado, entender e aplicar essa tecnologia pode ser um diferencial importante na sua atuação profissional — e na qualidade das informações que você entrega para a sua empresa. 

 

Quer entender como o RFID pode ser aplicado à realidade patrimonial da sua empresa? Fale com um especialista da SARAF. Nosso time está pronto para analisar o seu cenário e apresentar as melhores alternativas para o seu controle patrimonial. 

 

Perguntas frequentes sobre RFID na gestão do ativo imobilizado 

O RFID substitui completamente o código de barras? 

Não necessariamente. Para muitas aplicações, o código de barras ainda funciona bem. O RFID é especialmente vantajoso em cenários com alto volume de ativos, inventários frequentes ou ambientes onde a leitura individual não é prática. 

Qualquer tipo de empresa pode usar RFID? 

Sim. A tecnologia é escalável e pode ser adaptada para empresas de diferentes portes e setores. O importante é que o projeto seja dimensionado corretamente. 

A implementação de RFID é cara? 

O custo varia conforme o volume de ativos, o tipo de tags utilizadas e o nível de integração necessário. Em geral, o retorno sobre o investimento é rápido quando se considera a redução de tempo nos inventários e o ganho em precisão. 

  

Sobre o autor 

Fernando Prado de Mello é especialista em gestão patrimonial e sócio da SARAF. Atua em projetos de inventário físico, avaliação e organização do ativo imobilizado, apoiando empresas na estruturação de processos e na melhoria da governança de seus ativos. 

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Consultora especializada em gestão patrimonial e ativos imobilizados, atendimento corporativo

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