Contabilidade
IFRS 16: o que é e como se preparar para as mudanças
Publicado por Fernando Mello · 22/01/2019 · 0 comentário(s)
Em janeiro de 2019, entrou em vigor a IFRS 16, uma norma contábil internacional que regulamentará o arrendamento mercantil. Obrigatória para países que adotam o padrão, entre eles o Brasil, a nova norma promete gerar mais transparência nos indicadores financeiros ao lançar ativos e passivos dos arrendamentos na contabilidade das empresas locatárias.
Acompanhe este post para ficar bem informado sobre o que é a IFRS 16, como funciona e quais seus impactos sobre os indicadores financeiros da sua empresa!
O que é a IFRS 16?
O Internacional Financial Reporting Standards 16 (ou IFRS 16) é a norma contábil internacional que regulamenta arrendamentos com prazos superiores a 12 meses e/ou com valores individuais acima de US$ 5 mil. Emitida em 2016, a norma foi elaborada pelo International Accounting Standards Board (IASB) em conjunto com o Financial Accounting Standards Board (FASB).
O objetivo principal com a criação da norma foi gerar mais transparência em relação ao registro de ativos e passivos dos arrendamentos no Balanço Patrimonial e no Demonstrativo de Resultado (DRE).
De acordo com as regras da antiga norma a — Internacional Accounting Standard 17 (IAS) —, era possível enquadrar o arrendamento como operacional. Naquele modelo, os benefícios e riscos do bem alugado ficavam com o arrendador. Como resultado, os ativos e passivos da locação não eram lançados no Balanço Patrimonial, o que poderia distorcer a percepção de investidores e gestores sobre o real desempenho financeiro de tais empresas.
Como funciona a IFRS 16?
Com a entrada da IFRS 16, o modelo contábil de arrendamentos foi unificado. A nova norma estabelece que ativos e passivos dos arrendamentos sejam lançados no balanço patrimonial e no DRE.
O impacto dessas mudanças afetará, sobretudo, os arrendatários. Essas empresas serão obrigadas a contabilizar os arrendamentos como ativo não circulante pelo reconhecimento do direito de utilização do ativo alugado, além de incluir as despesas financeiras do passivo e a depreciação do bem.
Dessa forma, os indicadores financeiros no balanço patrimonial e no DRE terão um incremento significativo. Veja a seguir o que muda nos demonstrativos das empresas locatárias.
O que muda no Balanço Patrimonial
O impacto sobre o balanço patrimonial será no aumento de ativo não circulante e no incremento do passivo circulante e não circulante. De acordo com as novas regras, os locatários terão que incluir em seu balanço o ativo alugado e os passivos associados, como o pagamento de aluguel. Essas mudanças alteram indicadores importantes, como capital circulante líquido e covenants financeiros.
O que muda no Demonstrativo de Resultado
No DRE, os locatários terão que registrar a depreciação do ativo e a despesa financeira do passivo, no lugar da despesa operacional de arrendamento. A principal métrica afetada será o Ebitda — lucro antes do resultado financeiro, impostos, depreciação e amortização: um indicador financeiro de grande relevância para analistas de mercado, em especial de empresas de capital aberto.
Se sua empresa possui contratos significativos de arrendamento, fique atento à IFRS 16. Identifique os arrendamentos, revise os contratos de acordo com a nova norma e avalie a locação de ativos no planejamento financeiro da sua empresa.
Quer saber mais sobre gestão? Então, leia também este post sobre gestão patrimonial.
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