Gestão e Administração

Tire suas dúvidas sobre gestão patrimonial!

outubro 14, 2018
Tempo de leitura 7 min

Para manter o negócio em atividade, as empresas precisam realizar investimentos constantes na compra de equipamentos, mobílias, insumos, máquinas e tecnologias digitais (softwares). A maior parte dessas aquisições é classificada como ativos para a companhia, mas o problema é que muitos diretores e gestores não dedicam um controle sobre esses bens e não sabem dizer com exatidão o que o empreendimento possui — e é aí que entra a gestão patrimonial.

Ainda não conhece bem essa estratégia corporativa? Então esse post é para você! Continue com a leitura e descubra a partir de agora o que é gestão patrimonial, quais são as suas vantagens para o negócio, os desafios de sua implementação e como colocá-la em prática do jeito certo!

O que é gestão patrimonial?

A gestão patrimonial é o esforço aplicado no controle e administração dos ativos de um empreendimento, da aquisição ao término de sua vida útil. Geralmente, é demonstrado por meio do balanço patrimonial e ajuda os gestores a conhecerem melhor os ativos da empresa, bem como acompanhar a sua situação — estado de conservação, valorização e desvalorização.

A diretoria pode ter um relatório completo sobre os ativos, contendo informações como quais bens a empresa possui, o valor de mercado atualizado e a taxa de depreciação conforme a vida útil econômica esperada. Com esse controle, é possível reduzir custos com melhor planejamento de manutenção e alocar melhor os recursos para a geração de receitas, otimizando o uso dos ativos.

Qual a importância de fazer a gestão patrimonial?

Agora que você já sabe o que é gestão patrimonial, descubra agora quais são as principais vantagens da sua aplicação no negócio.

Gera uma imagem positiva para a empresa

As organizações que investem na gestão patrimonial demonstram aos sócios e investidores que cuidam do negócio com rigor e um forte controle sobre os bens. Quando isso acontece, o mercado passa a depositar maior confiança na empresa e, consequentemente, ela melhora a imagem. Dessa forma, o empreendimento consegue captar mais recursos e ganha poder econômico para viabilizar mais projetos, o que valoriza a marca.

Melhora o controle das posses

A gestão patrimonial obriga os diretores a implementarem e seguirem normas e procedimentos administrativos rigorosos para que nada passe despercebido. O resultado é uma rotina de trabalho mais organizada e com maior controle sobre os bens da empresa.

Além disso, essa estratégia corporativa ajuda os gestores a realizarem um planejamento tributário mais preciso, anulando riscos de sonegar ou omitir por engano as receitas geradas com os bens e serem pegos em uma eventual fiscalização da Receita Federal.

Os bens podem valorizar

Geralmente, o que mais tem valor no conjunto de patrimônios de uma empresa são os imóveis. Com base nessa premissa, a gestão patrimonial permite que os diretores acompanhem o seu montante real de mercado, podendo implementar estratégias a fim de valorizá-los.

A informação certa do valor é primordial para os momentos em que a empresa decide vender parte dos seus bens. Sem saber a quantia real, o empreendimento pode ter prejuízos com negociações abaixo do preço de mercado ou pode perder compradores interessados se supervalorizá-lo.

Evita fraudes e furtos

Nenhuma empresa está segura contra fraudes e furtos se não houver um controle rigoroso do patrimônio e das contas. A gestão patrimonial resolve esse problema, agregando conformidade entre as informações dos registros contábeis e o que realmente existe.

Qualquer diferença pode ser facilmente percebida e verificada pelos diretores, o que deve inibir consideravelmente as ações ilícitas dentro da empresa. Além disso, o empreendimento ganha força para combater desvios de recursos e desperdícios de materiais na produção.

Quais são os principais desafios dessa estratégia?

Talvez, o maior desafio para a implementação da gestão patrimonial nas organizações seja a forma como ela é enxergada. Em muitas empresas ainda não existe um controle de nível satisfatório para os ativos, e os diretores não consideram a gestão dos patrimônios uma parte integrante das estratégias de negócio.

O problema é que, hoje, novas regulamentações federais, bem como as normas contábeis vigentes, obrigam as empresas a dedicarem um nível mais elevado de controle dos bens, visando aumentar a transparência nas declarações fiscais. Se os gestores não mudarem a forma de pensar, podem sofrer duras consequências nesse sentido.

Outro grande desafio na hora de gerenciar o patrimônio, é o fato de que as empresas ainda executam grande parte dos processos manualmente, assumindo graves riscos de erros. Com as tecnologias acessíveis hoje em dia, a companhia não precisa mais se arriscar tanto. É hora de modernizar os processos com ferramentas de automação.

O suporte tecnológico ajuda a acelerar os processos e entrega resultados mais precisos — fatores primordiais para uma gestão financeira, contábil e patrimonial eficientes.

Como fazer uma gestão patrimonial eficiente?

Existem várias etapas para você implementar uma boa gestão patrimonial na empresa, mas nós nos concentramos nas mais importantes. Veja!

Registre todos os ativos da empresa

A primeira etapa do processo é organizar o inventário. Para isso, liste todas as propriedades da organização, incluindo imóveis, automóveis, mobílias, equipamentos, produtos em estoque, softwares, créditos e tudo mais que estiver no nome da empresa.

Complemente os registros fotografando cada bem para facilitar sua identificação e localização quando necessário. Agora, armazene essas informações em um local seguro e de fácil acesso. É importante lembrar que, para manter os dados sempre atualizados, esse processo deve ser repetido sempre que a empresa fizer uma nova aquisição.

Contabilize o patrimônio registrado

Depois da identificação dos bens, é hora de quantificá-los e descobrir o preço de mercado, considerando o estado de conservação e a depreciação contábil. O objetivo é conhecer e registrar o valor justo e residual, considerando o tempo médio de vida útil para cada bem.

Após realizar esses cálculos, você deve estimar um período de vida econômica para cada ativo, considerando o tempo de posse pela empresa e até quando se pretende usar o bem. A partir daí, é realizada a conciliação contábil para comparar os dados registrados com as informações contidas no inventário.

Identifique o valor real dos bens

Muitas vezes, o valor contábil dos bens difere do valor registrado em inventário. É por isso que o Impairment — Teste de Recuperabilidade de Ativos — será necessário. Esse teste visa comparar os registros paralelamente a fim de encontrar inconformidades, demonstrando se os bens estão desvalorizados ou não.

Conte com uma assessoria especializada

Realizar todo esse trabalho sozinho pode exigir um grande esforço e tempo para ser concluído. E para piorar, se a empresa não tiver profissionais capacitados, com habilidades e experiências, ela corre grandes riscos de falhas nos processos.

Portanto, evite esse tipo de problema contando com o auxílio de profissionais especializados na gestão patrimonial. Eles têm as ferramentas certas para entregar um alto nível de controle dos bens enquanto você economiza tempo e mão de obra.

Como pode ver, a gestão patrimonial é fundamental para melhorar a credibilidade da empresa e evitar problemas com o fisco. Diante disso, aproveite a oportunidade para iniciar um planejamento de controle mais eficiente e não perder valor de mercado.

Pronto para começar? Então, entre em contato conosco e veja como podemos ajudar!

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