Contabilidade
Saiba aqui como é a IFRS no Brasil
Publicado por Fernando Mello · 26/02/2019 · 0 comentário(s)
A partir do momento em que a economia brasileira alcançou um patamar de globalização, o mercado de capitais atraiu muitos investidores estrangeiros. O problema é que as diferenças nos padrões contábeis dificultavam a análise dos resultados, representando um desafio para o crescimento. Isso motivou a adoção das IFRS no Brasil.
Adequar as empresas às normas internacionais de contabilidade era a solução mais indicada para reduzir os esforços de compreensão dos dados e facilitar a mensuração de cada transação. Por isso, a Lei 11.638, de 28 de dezembro de 2007, foi implementada, o que gerou mudanças significativas na contabilidade brasileira. O processo convergiu as normas contábeis do País para os padrões internacionais.
Ainda não sabe como é a IFRS no Brasil? Então confira tudo sobre o assunto a partir de agora!
O que é IFRS?
IFRS é a sigla para “International Financial Reporting Standards”, que significa, em português, Normas Internacionais de Contabilidade. Ela representa mudanças de grande importância para a contabilidade nacional, implicando ajuste aos padrões seguidos pela maioria dos países. Hoje, é vista por muitos como positiva, já que facilita a entrada de novos investidores estrangeiros no Brasil.
A mudança afeta praticamente todos os setores da economia e deve reduzir uma série de objetos de um processo a apenas um unificado. Como resultado, a transformação adequou os relatórios contábeis nacionais aos modelos utilizados por empresas de vários países, o que facilitou muito a compreensão na hora de analisar informações.
Como é a IFRS no Brasil?
Até pouco tempo, o Brasil seguia as normas contábeis utilizadas pelos Estados Unidos, a USGAAP, que foi implementada por aqui como BRGAAP, agregando um conjunto de normas que ficou em vigor por muitos anos. Porém, com um mercado mais globalizado e competitivo, muitas empresas abriram capital, passando a atuar na bolsa de valores.
Isso fez com que o Brasil sofresse uma forte pressão para se adequar aos padrões da contabilidade internacional. Caso contrário, não seria tão atrativo aos olhos dos investidores. Então, as mudanças ocorreram.
Em 2007, a Comissão de valores Mobiliários determinou que as empresas brasileiras e que tivessem ações negociadas na bolsa de valores, elaborassem suas demonstrações financeiras de acordo com o IFRS.
Por questões de soberania e respeito às leis vigentes, após a divulgação das mudanças feita pelo IASB (International Accounting Standards Board — Conselho de Normas Internacionais de Contabilidade), o Brasil concedeu até 3 anos para a incorporação dos novos padrões de contabilidade, tempo que as empresas tiveram para se adequarem por completo. Toda a implementação foi direcionada pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) e o prazo expirou em 2010.
Como funciona a IFRS na prática?
Com a Resolução CFC nº 1055/05, o CPC foi criado e, hoje, tem a finalidade de garantir que a adequação dos padrões contábeis nacionais aos internacionais ocorra de forma natural e contínua através do estudo, preparo e a emissão de Pronunciamentos Técnicos sobre procedimentos de Contabilidade e a divulgação de informações dessa natureza.
Em 2009, quando os padrões IFRS entraram em vigor, empresas de todos os portes e segmentos tornaram-se obrigadas a seguir o padrão por lei.
O fato é que essa mudança ainda gera grande desconforto e insegurança para muitos empresários e profissionais que atuam diretamente no setor. Isso, aliado ao trabalho e aos custos envolvidos no processo de adequação, tem provocado resistência por parte das empresas menores.
Porém, os órgãos reguladores frisam que melhorias consideráveis são registradas por todas as organizações ao se adequarem à IFRS. Isso acontece principalmente porque os novos padrões aumentam a transparência dos resultados, o que favorece a maior captação de capital estrangeiro.
Para garantir a completa adequação à IFRS, as empresas precisam contar com o apoio contínuo de profissionais capacitados e bem atualizados no setor. Por isso, é recomendável terceirizar o controle patrimonial e a gestão contábil para uma empresa especializada. Isso vai acelerar os processos, além de reduzir custos e falhas.
Agora que você já sabe como é a IFRS no Brasil, garanta que sua empresa esteja adequada a ela e tenha sucesso nos negócios.
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